Como eles agem
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Dicas e Técnicas para manter a frescura durante a malhação no calor do verão.

Com temperaturas sempre altas e dias mais longos, os meses de verão trazem, sem dúvida, uma enorme motivação para sair de casa. Mas é importante ter alguns cuidados em mente durante a malhação no calor do verão.

Comece com uma rotina de 30 minutos. Se estiver muito calor, divida a atividade em duas seções de 15 minutos, diz Johnson, para que o seu corpo não sofra um superaquecimento.
"À medida que você se exercita, adquire mais tolerância ao calor," explica Meg Jordan, PhD, RN, editora-chefe da American Fitness Magazine, a revista oficial da Aerobics & Fitness Association of America. "O seu corpo vai se adaptar ao calor produzindo mais suor e dilatando mais os poros para que o suor evapore.”
Seguem algumas dicas para você lembrar enquanto pratica atividades físicas durante os meses de verão:
Mantenha-se hidratado
Beba água antes e depois da atividade física, diz Johnson. Se você planeja se exercitar por mais de uma hora e meia, leve a água - e beba! Além disso, no final do exercício, experimente tomar água de coco ou uma bebida isotônica sem calorias para repor os eletrólitos e a glicose. Lembre-se que a sede nem sempre é um bom indicador de hidratação, diz Jordan, então, beba uma quantidade suficiente de líquidos para que o seu corpo volte ao peso que tinha no início do exercício.
A Hora Certa
Faça atividades físicas nos horários mais frescos do dia, sugere Johnson. Por causa dos dias mais longos, exercícios feitos à noite são mais viáveis.
Código de Vestuário para o Verão
Use roupas permeáveis, que deixam o suor evaporar", diz Jordan. Esses tecidos são, normalmente, feitos de fibras naturais e absorvem a umidade do corpo. "Além disso, escolha cores claras porque refletem o calor do sol", acrescenta Johnson.
Proteção Solar
Antes de sair de casa, não esqueça de aplicar uma camada de protetor solar - com FPS (Fator de Proteção Solar) 25 ou superior - em todas as regiões que vão ficar expostas. Não deixe o céu nublado enganá-lo: os raios ultravioletas continuam poderosos mesmo nos dias com céu cheio de nuvens.
Pé-de-vento
Para manter os pés frescos e confortáveis, invista num par de tênis com ventilação adequada, sugere Jordan. Procure tênis com a parte de cima feita de material respirável.
Esportes de Verão
Experimente diferentes atividades ao ar livre, como nadar ou andar de bicicleta. Johnson também sugere caminhadas ou passeios de bicicleta no parque. "Áreas públicas oferecem muitas possibilidades de recreação ao ar livre“, diz ela. "Explore-as e descubra o que gosta de fazer."
Em Casa
Ouça o seu corpo. "Tontura ou náuseas podem ser sintomas de debilidades provocadas pelo calor." explica Johnson. "Pare e descanse se precisar."
Simples tarefas domésticas, como jardinagem, também podem ser maneiras de se exercitar durante os meses de verão.
http://www.vigilantesdopeso.com.br

Ter alimentação balanceada é fundamental para manter a pressão arterial sob controle e evitar complicações cardíacas.
O excesso de peso é um dos principais fatores causadores de pressão alta, elevando em até seis vezes o risco de manifestar a doença. Por isso, quem é hipertenso precisa controlar a dieta, principalmente em relação a o sal, gorduras, potássio e álcool.
Além disso, também é necessário manter um estilo de vida saudável, evitando o tabagismo e praticando exercícios físicos regularmente.
Confira abaixo nossa seleção de dicas para adequar sua dieta e saiba como essas substâncias afetam a hipertensão arterial.
![]() | Sal | ![]() | Gorduras |
![]() | Potássio | ![]() | Álcool |
O sal age como uma esponja, retendo líquidos nos tecidos e aumentando a pressão arterial. Por isso, não exagere. A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de três a quatro gramas de sal por dia, quantidade que já existe nos próprios alimentos.
Para evitar o excesso desse condimento na alimentação, siga as seguintes dicas:
As gorduras formam placas diminuem o diâmetro dos vasos sanguíneos, o que eleva a pressão arterial. No entanto, nem todos os lipídeos são prejudiciais. Veja quais são eles e onde encontrá-los:
GORDURAS | |
Boas | Más |
Ácidos graxos monoinsaturados – Encontrados no azeite, óleo de canola, azeitonas, frutas oleaginosas e abacate. | Saturadas - gordura animal (carnes gordurosas, leite integral e derivados) e alguns óleos vegetais (dendê e coco). |
Ômega-3 - óleos de peixes de águas frias e profundas como o salmão, atum e sardinhas. | Trans - alimentos industrializados (margarinas, biscoitos, bolos, pães, pastéis, batatas chips e sorvetes cremosos) e gordura vegetal hidrogenada |
Ômega-6 - óleos vegetais, como o de milho |
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Para obter uma dieta balanceada com lipídeos, siga as dicas abaixo:
É uma fonte mineral cujas propriedades têm efeitos favoráveis em relação à redução da pressão e na prevenção da hipertensão arterial. Ele é encontrado principalmente em frutas, legumes e vegetais de cor verde-escura.
Acredita-se que o consumo de quantidades moderadas de álcool tenha efeito protetor nas doenças do coração. No entanto, o consumo de mais de dois drinques diários vem sendo relacionado a inúmeros efeitos adversos relacionados às doenças cardiovasculares.
Sendo assim, siga algumas dicas sobre o consumo de bebida alcoólica:

"Formas perfeitas ao alcance de todos." "Tenha um corpo irresistível." "Beleza, harmonia, sensibilidade... Conceitos ligados à arte, manejados por quem entende do que faz." As frases entre aspas que você acabou de ler parecem tiradas de propagandas de academia de ginástica, de comida light ou até de loja de decoração. São, na verdade, anúncios de clínicas de cirurgia plástica, veiculados em revistas especializadas no ramo, comoPlástica & Beleza e Corpo & Plástica. Essa é uma das faces da popularização das operações estéticas no país. Para se ter uma idéia, só no ano passado 350.000 brasileiros caíram na faca para ficar mais bonitos. Ou seja, em cada grupo de 100.000 habitantes, 207 foram operados. Os Estados Unidos, tradicionais líderes do ranking em números absolutos, registraram no mesmo período 185 operados por 100.000. Isso significa que o Brasil se tornou campeão mundial da categoria. Desde 1994, quando entrou em cena o Plano Real, que estabilizou a economia e ampliou o poder de consumo, fazer plástica integra o rol de aspirações possíveis da classe média. Além disso, os procedimentos estão mais rápidos, seguros e eficazes. A avaliação do panorama geral costuma ser positiva em todos os sentidos – do estritamente técnico ao existencial. Afinal de contas, ao contrário do que acreditam os mal-humorados, para os quais essência é o oposto de aparência, não há nada de errado em querer perder gordura localizada por lipoaspiração, eliminar pés-de-galinha com um lifting ou aumentar um pouco os seios com silicone. Melhorar o corpo e rejuvenescer o rosto, é sabido, ajuda a manter a auto-estima lá em cima, com reflexos na vida pessoal e profissional. Examinado mais de perto, porém, o universo róseo da cirurgia plástica apresenta manchas preocupantes.

Para começar, boa parte dos médicos que se intitulam plásticos não tem formação para praticar a especialidade. Se quiser tornar-se um cirurgião plástico reconhecido, com o direito de se anunciar como tal, o médico precisa fazer dois anos de residência em cirurgia geral e outros três em cirurgia plástica. O título de especialista só é conquistado depois da aprovação nos testes escrito, oral e prático da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. No ano passado, 130 médicos se submeteram aos exames. Apenas metade passou. Na prática, todo esse rigor tem pouca serventia. Por uma razão simples: ninguém controla a atuação dos profissionais sem habilitação. Basta folhear as tais revistas dedicadas a operações estéticas. Uma consulta aos arquivos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica revela que vários dos doutores que anunciam seus serviços não contam com o título de especialista.
Anúncios que enganam ![]() Os anúncios acima revelam o ponto a que chegou a cirurgia plástica no Brasil. Vende-se a idéia de que as operações não oferecem riscos e de que é fácil chegar à perfeição corporal |
Calcula-se que haja 1.500 médicos no país que praticam cirurgia plástica sem estar preparados. O resultado é o aumento contínuo das denúncias de erro – de 2000 para 2001, o Conselho Federal de Medicina registrou um crescimento de 35% no número de processos por imperícia. É a área médica com a maior proporção de reclamações – no ano passado, de cada 1.000 profissionais, dezoito foram denunciados. Para efeito de comparação, em ginecologia e obstetrícia, área que também costuma apresentar muitos problemas, esse número não passou de 4 por 1.000. Quase 10% das operações que os cirurgiões plásticos mais respeitados do país fazem são para reparar estragos feitos por gente não habilitada. O exemplo mais recente e dramático da distorção no mercado da plástica é o de Denísio Marcelo Caron. Aos 38 anos, diplomado pela Universidade Severino Sombra, no Rio de Janeiro, ele é acusado de homicídio doloso pela morte de cinco mulheres, em Goiânia e Brasília, além de ser alvo de 35 denúncias por erro médico. Caron, que não tem nenhuma formação em cirurgia plástica, prometia a perfeição corporal a preço módico – 7 100 reais, parcelados, por uma lipoaspiração completa nos glúteos, barriga e culote e próteses de silicone nos seios.
Esses profissionais despreparados juntam-se a inúmeros especialistas de certificado na parede na hora de vender pacotes cosméticos que primam pelo exagero. Estima-se que 20% das operações estéticas realizadas no Brasil a cada ano sejam absolutamente desnecessárias. A campeã da inutilidade é a lipoaspiração. Na maioria dos casos, ela pode ser substituída pela combinação de dieta e exercícios físicos. Mas quem resiste à promessa de um corpinho enxuto sem maiores sacrifícios? Pois é, só que lipoaspiração não é saída para emagrecer. Serve apenas para retirar gordura localizada – e, mesmo assim, se depois da lipo a pessoa não persistir na ginástica e no regime, os culotes e pneuzinhos voltam logo a inflar. Outro exemplo de exagero é a idade média dos operados no Brasil. Hoje, ela está em 35 anos, de acordo com um levantamento do cirurgião Volney Pitombo, que tem uma das mais respeitadas clínicas do Rio de Janeiro. Isso mesmo: pessoas de 35 anos ou até menos estão recorrendo a todo tipo de operação para ter um "corpo perfeito" e... parecer mais jovens!
| LIPOASPIRAÇÃO | |
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É evidente que só existe alguém que vende exageros porque há quem os compre. A verdade é que a busca por um ideal estético inatingível e pela eterna juventude assumiu proporções jamais vistas no Brasil. Ainda inédito, um estudo do Hospital das Clínicas de São Paulo dimensionou, pela primeira vez, o grau de insatisfação dos brasileiros com a própria imagem. Em novembro do ano passado, a equipe da psicanalista Mara Cristina Souza de Lucia ouviu cerca de 350 homens e mulheres da classe média paulista. A maioria estava no peso ideal, mas, ainda assim, seis de cada dez revelaram que freqüentemente ficavam irritados, ansiosos e até deprimidos com a própria silhueta. Uma das perguntas da pesquisa era: "Você se imagina cortando porções do seu corpo?". Metade dos entrevistados respondeu afirmativamente. Outra questão curiosa era: "Você tenta convencer as pessoas de que não está bem quando lhe dizem que você está ótimo?". Cerca de 60% das pessoas disseram que sim. Ou seja, auto-estima zero. Apesar de toda essa insatisfação, quase 55% dos entrevistados declararam não se exercitar para melhorar a aparência – e é no vácuo dessa tendência ao menor esforço que muitos médicos oferecem seus préstimos, prometendo o impossível.
A partir desse estudo, também é possível concluir que 80% das mulheres entre 18 e 39 anos têm o costume de se comparar a modelos e atrizes. A conseqüência disso é que, na hora de cair na faca, se pede ao cirurgião "o nariz de Nicole Kidman", "os seios de Gisele Bündchen" e por aí vai. O nariz de Nicole Kidman, os seios de Gisele Bündchen ou a boca de Julia Roberts são mesmo obras de arte da genética. Mas só o são porque fazem parte de um conjunto harmonioso, que nenhum cirurgião plástico é capaz de reproduzir. Diante de pedidos do tipo "quero o queixo de fulana" ou "a barriga de sicrana", os profissionais sérios dizem a suas clientes que a coisa não funciona assim e, se a insistência é grande, simplesmente se recusam a fazer a operação. Já os médicos menos preocupados com os aspectos éticos (e estéticos) fazem qualquer negócio – é por isso que há tantos narizes plasticamente arrebitados em rostos que não combinariam com esse tipo de anatomia.
| REJUVENESCIMENTO FACIAL | |
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Em 1987, a Academia Americana de Psiquiatria classificou de doença a obsessão por rostos e corpos perfeitos. O distúrbio recebeu o nome de dismorfia corporal. Suas vítimas acabam por ter uma visão distorcida de si mesmas. Qualquer imperfeiçãozinha, como um culote levemente proeminente, é posta sob uma lente de aumento e se torna um problemão. Nos casos mais graves, a dismorfia corporal leva à depressão. "As vítimas dessa doença estão se tornando cada vez mais comuns nos consultórios de cirurgia plástica. E o pior é que, não raro, elas encontram ali a confirmação de que seus complexos têm base na realidade", constata a psicóloga paulista Sandra Faragó. A dismorfia corporal é ruim para quem sofre dela, mas ótima para o médico sem escrúpulos. Ele ganha, com isso, um cliente que não pára de se submeter a uma intervenção atrás da outra, como se as possibilidades cirúrgicas não tivessem um limite.
| PÁLPEBRAS | |
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Entre os procedimentos mais rentáveis e menos demorados, estão as aplicações de Botox, substância feita a partir da toxina botulínica, causadora do botulismo e empregada para atenuar rugas faciais. Assim como ocorre nos Estados Unidos, viraram moda numa certa parcela de brasileiros abonados as "Botox parties" (festas de Botox, em inglês). O médico vai até a casa de uma cliente e aplica injeções da substância nela e em suas amigas, enquanto empregados servem bebida e canapês. Parece até cena de filme surrealista. O FDA, a agência do governo americano que controla a comercialização de remédios e alimentos, está para aprovar o uso estético da toxina. Com isso, será permitido nos Estados Unidos anunciar Botox nos grandes meios de comunicação do país. Essa tremenda caixa de ressonância deverá ampliar ainda mais a utilização da substância em todo o mundo. É um perigo. "As pessoas acham que a aplicação de Botox pode ser feita por qualquer um. Mas erros graves podem ocorrer se o profissional não tiver preparo", alerta o cirurgião plástico Paulo Matsudo, o primeiro médico a usar a toxina no Brasil. Por exemplo: em excesso, a substância, que provoca uma paralisia muscular circunscrita, deixa a face sem nenhuma expressão, causando o efeito conhecido como "rosto de boneca".
Ao entrar em algumas clínicas onde se faz plástica, a impressão que se tem é a de que se está numa maravilhosa fábrica de corpos perfeitos. Muitos médicos exibem engenhocas de última geração, como se essas fossem por si sós provas de competência. Não é incomum, ainda, que esses mesmos profissionais mostrem a seus clientes os resultados obtidos em outras intervenções, numa espécie de catálogo de seios, narizes, nádegas, barrigas etc. É bom desconfiar desses e de outros tipos de comportamento. O bom cirurgião não precisa apregoar seus serviços em anúncios de revista ou de jornal. O bom cirurgião não utiliza o recurso de simular os resultados da cirurgia no computador. Ele sabe que esse tipo de expediente só aumenta a expectativa do paciente e o risco de decepção depois da operação. "Uma conversa franca sobre o que é possível ou não fazer transmite mais confiança ao paciente. É mais real do que mostrar uma imagem que nem sempre se concretizará", costuma dizer Ivo Pitanguy, o grande nome da cirurgia plástica do Brasil.
| AUMENTO DE MAMA | |
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É difícil escapar da atmosfera de sonho que envolve o mundo da cirurgia plástica. Na televisão e nas revistas, celebridades esculturais transmitem a idéia de que é possível escolher um corpo novo com a mesma facilidade de quem decide comprar esta ou aquela roupa. Em muitas clínicas, o vaivém de atores e atrizes estimula o cliente comum a se submeter a operações inúteis, oferecidas por médicos gananciosos. Nessa hora, é preciso ter em mente que a plástica é uma cirurgia que comporta riscos como qualquer outra. Até o procedimento que transcorreu sem problemas pode evoluir mal. Nenhum cirurgião, por exemplo, tem controle sobre o processo de cicatrização de cada paciente. Mesmo em operações simples podem ocorrer infarto, infecções, acidente vascular cerebral, embolia e até choque anafilático. Sem contar as complicações específicas de cada técnica. Ninguém que se submeta a uma lipoaspiração está livre de adquirir irregularidades na pele. Tão importantes quanto o aparato técnico que garante a sobrevivência na sala de cirurgia são os exames pré-operatórios – eletrocardiograma, hemograma e outros. Quanto maior o tempo de cirurgia, maior a probabilidade de complicações, explicam os médicos. A plástica de abdome, que dura cerca de três horas, oferece mais riscos que a de nariz, que leva em média uma hora e meia. Erros e imprevistos, enfim, acontecem. Só que eles são menos freqüentes quando o médico é habilitado e do tipo que não oferece metamorfoses milagrosas. Pense, então, duas vezes antes de se deixar levar pelo nariz de Nicole Kidman.
| REDUÇÃO DE MAMA | |
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Antes de abordarmos o tema propriamente dito, é necessário que façamos algumas considerações sobre esta grande polêmica travada no Brasil hoje, que é a propriedade ou não da adoção de Políticas de Ações Afirmativas para a população afro descendente, como um dos mecanismos capazes de promover a superação das desigualdades raciais em nosso país. Neste sentido, é fundamental que situemos esta discussão no plano dos avanços e conquistas que o movimento negro brasileiro vem obtendo nos últimos anos. Por isto mesmo, é importante afirmar mais uma vez, que nem mesmo esta discussão é uma dádiva ou sequer o reconhecimento de parte da sociedade brasileira, dita branca, da enorme dívida social que possui para com os excluídos e marginalizados deste país. É na verdade, mais uma tentativa de inclusão na agenda política brasileira desta que é talvez a mais antiga e grave questão social do Brasil – a discriminação racial. Discriminação esta, que tem como conseqüência, a exclusão e a marginalização de mais de 80 milhões de brasileiros dos seus mais elementares direitos, tais como: a educação, saúde, emprego, e até mesmo o direito de ir e vir.
Outra observação importante a fazer, é que muitos dos conceitos que aqui serão emitidos, podem até não possuir o rigor acadêmico necessário, mas são frutos de uma longa experiência do movimento negro, obtida através de debates, discussões, seminários e encontros realizados tanto pela sociedade civil, por órgãos governamentais como, a Fundação Cultural Palmares.
As políticas de Ações Afirmativas têm como objetivo principal à inclusão. Inclusão no mercado de trabalho, na educação, nos meios de comunicação, na saúde, na política, enfim, a inclusão dos negros na condição de cidadão pleno na sociedade brasileira. Não podemos negar a diversidade que caracteriza o nosso povo, fato, aliás, que tem sido cantado em prosa e verso pela elite de nosso país, e que sem sobra de dúvida representa uma grande riqueza. Como também não podemos negar as enormes desigualdades sociais e econômicas e no particular as desigualdades raciais que permeiam este país há séculos. Portanto, a igualdade de oportunidades é o que norteia as políticas de ações afirmativas. Elas visam, na verdade, estabelecer e solidificar uma verdadeira democracia racial.
Nesse momento, é fundamental o debate com a sociedade civil e todas as contribuições são bem-vindas. Sabemos perfeitamente que estamos tratando de um tema difícil e que, portanto, carece de uma ampla discussão para lastrear e fundamentar a implementação destas novas/velhas idéias.
A expressão "ação afirmativa" foi utilizada pela primeira vez em 1961, numa Ordem Executiva do Presidente John Kennedy, que se referia à necessidade de promover a igualdade entre negros e brancos nos Estados Unidos. Embora seja um termo criado por norte-americanos, em função de um contexto norte-americano, o conceito que encerra - o de compensar, no presente, determinados segmentos sociais pelos obstáculos que seus membros enfrentam, por motivo da discriminação e marginalização a que esses grupos foram submetidos no passado - está subjacente em muitas práticas implementadas em sociedades tão diferentes quanto a Índia, a Malásia, a Nigéria, a China, as antigas Iugoslávia e União Soviética, Cuba e na a Nova África do Sul, a Colômbia, a Alemanha e outros países europeus.
Na Índia, por exemplo, já na década de 40, foram tomadas medidas para garantir assentos, no parlamento, a representantes das castas ditas inferiores, principalmente a casta dos intocáveis. Sem qualquer sombra de dúvida, essa prática aumentou a representação política daquelas castas.
Na Malásia, outro interessante exemplo, a etnia numérica e politicamente predominante, os malaios, que se autodenominam bumiputras, está sub-representada na área econômica, tradicionalmente dominada por indianos e chineses. Criaram-se, então, instrumentos, metas e cronogramas, para incrementar a participação dos bumiputras nos setores dinâmicos da economia de seu país, o que tem surtido o efeito desejado.
Nos Estados Unidos, programas de ações afirmativas vêm sendo usados, há muitos anos, voluntariamente pelas empresas, com o objetivo de constituir uma força de trabalho diversificada, que refeita sua base de consumo e as ajude a competir com eficácia num mundo de negócios internacionais, caracterizado pela pluralidade racial. Com efeito, recente estudo realizado junto às quinhentas maiores empresas - segundo classificação da revista Forbes - encontrou uma correlação positiva entre o emprego da ação afirmativa na área do recrutamento e seleção e a lucratividade dessas empresas. As que adotam a ação afirmativa apresentam, em média, uma lucratividade cerca de 18 % superior às demais.
A desigualdade da sociedade brasileira, para ser eliminada, depende de algo ainda bastante escasso no País: igualdade. O desafio do Brasil, portanto, é sair da democracia formal, que ora experimenta - com os poderes funcionando de forma independente, eleições abertas, imprensa livre, todos os partidos na legalidade, sindicatos livres etc. -, para uma democracia em que a cidadania plena venha em decorrência de um novo modo de desenvolvimento: o humano.
Tratar de maneira igual pessoas que foram secularmente marginalizadas é operar com um sofisma, porque simula uma aparência de democracia. Portanto, devemos adotar, no Brasil, algum tipo de política da ação afirmativa, cujo fim é criar uma sociedade em que a democracia seja efetiva e não apenas teórica. O que não devemos fazer é a mera importação de modelos adotados por outros países, sem antes adaptá-los e ajustá-los à nossa realidade. Tudo aponta nessa direção: aqui, deveremos desenvolver nosso próprio modelo de ação afirmativa, tendo em vista as especificidades do País.
É importante quando o Presidente da República vem a público e declara - como fez Luiz Inácio Lula da Silva - que há preconceito e discriminação, no Brasil, contra os negros. E mais importante ainda, quando o mesmo adota um conjunto de medidas para o combate a esta situação como, por exemplo, a criação da Secretaria Especial de Promoção de Políticas de Igualdade Racial – SEPPIR e prioriza nas relações exteriores o continente africano e mais particularmente os países de língua portuguesa. Portanto, buscar um debate amplo, sem preconceitos de qualquer ordem e que esclareça a todos: brancos e não – brancos, é imprescindível. Com base nessa premissa, todo debate será bom, pois tratará de discutir qual tipo de democracia desejamos, e nenhuma tarefa poderá ser mais meritória do que esta: a busca da universalização do exercício da cidadania.
Neste sentido, cabe ao Governo Federal, em função de sua posição estratégica, além de executar as medidas que lhe competem diretamente, estimular os governos estaduais e municipais a adotarem as medidas em seu âmbito. Quanto à iniciativa privada, compete ao Governo Federal estabelecer os mecanismos que promovam a adoção das ações afirmativas, por meio de incentivos fiscais ou outros meios, e é isto que vem sendo feito, seja na educação básica com a sanção da Lei 10.639, que incluiu na grade curricular o ensino da História e da Cultura Africana, seja no ensino superior com o programa Universidade para Todos.
Tem sido, comum no Brasil, apresentar-se para combater a idéia das ações afirmativas, o argumento de que a mesma pode ferir o princípio constitucional da igualdade, bem como o de prejudicar o estabelecimento de uma sociedade baseada no mérito.
Segundo essa corrente, seria inconstitucional estabelecer qualquer tipo de "discriminação positiva", pois isso feriria o princípio da igualdade. Esta afirmação, além de ser uma inverdade, pois existem inúmeros precedentes jurídicos que abrem as portas à implantação das ações afirmativas em nosso país, é também um engodo, pois historicamente os governos no Brasil tem privilegiado os abastados, a elite econômica, o latifúndio, etc. sem que o mérito seja o instrumento principal, mas sim a origem econômica e étnica, quase sempre branca. Temos como exemplo de “discriminação positiva” a reserva, para as mulheres, (30 % das vagas nas listas de candidatos apresentados pelos partidos), do tratamento preferencial a portadores de deficiência e mesmo da famosa lei dos dois terços, que obrigava as empresas a empregarem uma maioria de trabalhadores brasileiros, numa época em que imigrantes predominavam em alguns setores do mercado de trabalho. Outros exemplos são as convenções internacionais das quais o Brasil é signatário, como a Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial ou a Convenção 111, da Organização Internacional do Trabalho. Ambas prevêem a adoção de medidas compensatórias a grupos discriminados, e têm força de lei.
A especificidade dos tratados de proteção internacional dos direitos humanos encontra-se, assim, reconhecida pela Constituição Brasileira de 1988: os direitos neles garantidos passam, conforme a Artigo 5º, parágrafo 2º, da Constituição, a integrar o elenco dos direitos constitucionalmente consagrados: Assim sendo, são direta e imediatamente exigíveis no plano do ordenamento jurídico interno (Art. 5º, §1º ).
A Constituição Brasileira, em seu Artigo 23, X, enseja a possibilidade de se adotarem políticas públicas para a população negra: é competência comum da união, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios "combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos".
No plano material, o princípio da igualdade é abordado pela Constituição de modo mais complexo, quando assegura o direito a igualdades substanciais, relativas por um lado, impede o tratamento desigual e por outro, impõe ao Estado uma ação positiva no sentido de criar condições de igualdade, o que freqüentemente implica tratamento desigual aos indivíduos.
Na medida em que tratam de forma desigual pessoas desiguais, em relação a sua desigualdade, a lei estará tratando substantivamente de maneira igual a todos. Exemplo disso é a reserva, feita pela própria Constituição (Art. 37, VIII), de um percentual de cargos e empregos públicos aos portadores de deficiências; ou a progressividade na cobrança dos impostos (Art. 145 §1º); ou ainda a proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos (Art. 7º, XX). Pela Constituição brasileira, portanto, não é ilegal discriminar positivamente, com o objetivo de criar melhores condições para determinado grupo, historicamente não privilegiado pela sociedade. Essa visão vem ao encontro da Convenção sobre a Eliminação de todas as Formas Discriminação Racial, da qual o Brasil é signatário.
Quanto à questão do mérito, podemos afirmar, que a sociedade brasileira não tem propriamente uma tradição meritocrática. A discriminação racial tem, aqui como em outros países, a função básica de sustentar uma reserva de mercado para os setores mais favorecidos, assegurando-lhes as melhores posições em todas as áreas. Exemplo desta prática é a universidade pública gratuita, em que os filhos das classes privilegiadas - basicamente brancos - não apenas em função do mérito ( talento + esforço ), mas, sobretudo, da oportunidade que tiveram de estudar em boas escolas privadas, ocupam praticamente todas as vagas, deixando para os filhos das camadas menos favorecidas - segmento em que os negros estão majoritariamente representados - a possibilidade de freqüentar instituições particulares, que são pagas.
Temos plena consciência de que a implementação das cotas, não é, nem deverá ser o único mecanismo para a superação das desigualdades raciais no Brasil,s seja na educação ou em qualquer outra área. O que não podemos é continuar de braços cruzados com os dados alarmantes que instituições e entidades insuspeitas tem apresentado sobre o assunto, tais como: apenas 2% das vagas nas universidades públicas são ocupadas por afro descendentes, sendo que a maioria delas alocadas nos cursos chamados de baixo prestígio como letras, pedagogia ou enfermagem. Assim como não podemos admitir que inúmeros talentos existentes na comunidade negra brasileira continuem sendo impedidos de se desenvolverem por conta de um sistema de seleção como o vestibular, que é considerado por quase todos os especialistas da área, como inadequado, insuficiente e excludente.
Portanto, diante deste quadro gravíssimo de exclusão, o que nós temos feito é sensibilizar nossos governantes, a mídia, a imprensa, os professores, as universidades e a sociedade como um todo, da emergência deste tema para a plenitude da democracia brasileira. E temos tido uma resposta positiva, tanto da sociedade quantos das instituições. Até o momento 07 universidades públicas já adotaram o sistema de cotas: Universidade Estadual da Bahia, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Universidade de Brasília, Universidade Federal de Alagoas, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal do Paraná e a Universidade Estadual de Londrina, dando uma demonstração clara de compromisso para com a inclusão dos negros no ensino superior brasileiro. Mais ainda, a pesquisa realizada pela UNEB – Universidade do Estado da Bahia, sobre o desempenho dos alunos cotistas, em comparação com os demais alunos, são simplesmente excelentes; rendimento escolar igual ou acima da média dos demais e evasão escolar menor que os demais, contrariando assim, a tese de que este mecanismo propiciaria a redução da qualidade do ensino nestas instituições.
Enfim, a Fundação Cultural Palmares tem plena convicção de que esta trilhando o caminho correto, apesar de todas as dificuldades que temos encontrado. Precisamos compreender de uma vez por todas que o racismo, a discriminação e o preconceito racial, bem como as desigualdades por eles geradas foram e são construções de um sistema sócio, político e econômico e só com a conjugação de esforços de todos aqueles que desejam um país verdadeiramente justo e democrático é que inauguraremos um novo modelo. Um modelo onde a democracia seja plena tanto no plano sócio/econômico, quanto no racial.
SÓ UMA MULHER SABE
O QUE É...

Passar a vida inteira lutando contra
seu próprio cabelo.
Comprar uma blusa que não combina com nada, mas que pelo preço estava irresistível!

Saber de memória quem se casou, quem se separou e quem deixou a carreira.
Ter uma bolsa que parece a nécessaire da
avó do 007, de tantas coisas acumuladas
e incríveis que existem dentro dela.

Falar de intimidades que os homens
nem sequer imaginam.
Ser tratada como uma idiota pelos
mecânicos de uma oficina.

Fingir naturalidade durante um exame ginecológico.
O poder de uns jeans, o de uma blusa
de Lycra, para sustentar a estrutura
do corpo.

Ter crises conjugais, crises existenciais,
crises de identidade, crises de nervos!
Ser mãe solteira, mãe casada, mãe
separada e... mãe do marido!

Ver uma partida de futebol (só para fazer companhia ao noivo).
Lavar a calcinha no chuveiro, e depois
pendurá-la no porta-toalha (para horror
do sexo masculino).

Comer uma caixa inteira de bombons porque brigou com o noivo, passar mal, e se sentir destruída porque saiu da dieta.
Escutar que... "mulher ao volante é um
perigo constante."

Depilar as pernas a cada 15 dias, com cera!
Como se sente rasgando as meias na
entrada de uma festa.

Sentir-se pronta para conquistar o mundo
quando está usando um batom novo.
Sentir-se realmente infeliz porque não tem
uma roupa linda para sair (embora tenha
o armário repleto!).

Chorar no banho, olhando-se no espelho
para ver qual é o melhor ângulo.
Descobrir que sua relação e o mundo se
acabou... e depois descobrir que não era
nada mais que a síndrome pré-menstrual.

Colocar uma faixa apertada para
disfarçar a barriga.
Dançar, cantar e caminhar no sétimo céu...
só porque "ele" ligou ou escreveu. (ESTOU CERTO QUE TE AMO).


Brigar, só para depois fazer as pazes.
Dizer não, para que ele insista bastante,
e depois dizer... sim!

Ficar esperando o marido na cama, quando ele está lendo sua revista esportiva...
O milagroso poder curativo de... um beijo...
um gesto...e uma palavra doce.

Ser santa, filósofa, mestra, médica, psicóloga, redentora, administradora, cozinheira, organizadora, juíza... etc... antes de
começar a pensar nela mesma.
Chorar, extasiada de felicidade e...
rir, tomada de fúria...

Enfim, só uma mulher sabe o
que é... ser Mulher!

Feliz Dia Internacional da Mulher!